Atualizado em 26 de agosto de 2026
Privacidade e proteção de dados
Esta plataforma lida com currículo — que é dado pessoal de gente que está procurando emprego, muitas vezes na hora em que tem menos margem para escolher. A página abaixo diz o que fazemos com ele, em português, sem remeter a um anexo.
Quem é responsável pelo quê
Duas coisas diferentes acontecem aqui, e a lei trata cada uma de um jeito.
Quando uma empresa recebe o seu currículo — pelo link de vaga, pelo WhatsApp dela ou porque alguém digitou —, quem decide o que fazer com aquele dado é a empresa. Ela é a controladora; nós operamos por ela: guardamos o arquivo, lemos, organizamos e mostramos.
Quando você cria um perfil aqui e escolhe aparecer para as empresas, quem decide passa a ser você, e nós somos os controladores daquele cadastro. É por isso que o perfil nasce privado e só sai disso por um clique seu.
O que guardamos
- O arquivo do seu currículo — PDF ou foto, como você mandou. Fica guardado e você pode reler o que foi enviado em seu nome.
- O que foi lido dele — nome, contato, cidade, experiências, formação, idiomas — extraídos automaticamente do texto.
- O que você escreveu — quando você corrige ou completa o perfil, o que você digitou fica marcado como seu e não é apagado pela próxima leitura.
- O que você procura — cargo, tipo de contrato, disponibilidade, distância que aceita e pretensão. Tudo opcional.
- Uma leitura automática do currículo — um programa anota pontos que costumam chamar atenção de quem contrata. São observações sobre o documento, não sobre você — e você pode marcá-las como incorretas.
- Quem te chamou para entrevista — empresa e data.
- Seus consentimentos — o que você autorizou, quando, e por qual caminho.
O que não guardamos: CPF em texto legível — só uma marca embaralhada dele, que serve para reconhecer que dois currículos são da mesma pessoa e não pode ser revertida. E não pedimos foto: num processo de contratação, foto é uma porta aberta para descartar gente por idade, cor ou aparência.
Por que podemos guardar
Para o cadastro que você cria aqui e para aparecer no banco de talentos, a base é o seu consentimento — dado por um clique seu, específico, e que você desfaz quando quiser (art. 7º, I, e art. 8º, § 5º da LGPD).
Para o currículo que você manda a uma empresa, a base é o seu pedido de ser considerado para a vaga: você mandou o documento justamente para que ele fosse lido (art. 7º, V).
Com quem compartilhamos
Com as empresas. A empresa que recebeu o seu currículo vê o seu perfil. As demais só te encontram se você tiver tornado o perfil público — e essa escolha é sua, reversível, e vem desmarcada.
Com um serviço de inteligência artificial. Para transformar a foto ou o PDF em campos organizados, o texto do currículo é enviado a um provedor de modelo de linguagem (hoje a Anthropic, nos Estados Unidos). É transferência internacional de dado pessoal, e você tem direito de saber disso. O que viaja é o texto do currículo; o provedor não usa esse conteúdo para treinar modelos.
Não vendemos dado a ninguém, não repassamos para publicidade e não cedemos a lista de candidatos a terceiros.
Seus direitos, e onde clicar
Não adianta listar direito que não tem botão. Cada um dos que seguem funciona hoje, na sua área:
- Ver tudo o que temos sobre você — a área do candidato mostra a ficha inteira, inclusive o que a leitura automática escreveu.
- Corrigir o que está errado — você escreve a sua versão, e ela passa a valer sobre a leitura do arquivo — inclusive nas buscas.
- Contestar a leitura automática — marque qualquer ponto como incorreto. A empresa que recebeu o currículo vê a sua marca junto do texto (art. 20).
- Levar seus dados — botão “baixar meus dados”, num arquivo aberto que qualquer sistema lê (art. 18, V).
- Sair das buscas — tornar o perfil privado não depende de provar nada e vale na hora.
- Apagar tudo — definitivo, com cascata no arquivo, no que foi extraído e no histórico. Depois de apagar, você ainda consegue conferir que os arquivos saíram do armazenamento.
Se uma empresa cadastrou o seu currículo e você nunca criou senha aqui, dá para pedir um acesso pela mesma tela, informando o e-mail que consta no currículo.
O que ainda não fazemos
Duas coisas que uma página como esta costuma prometer, e que nós ainda não temos. Preferimos dizer.
- Histórico de quem viu seu perfil — hoje você vê quem te chamou para entrevista, não quem apenas abriu a sua ficha. Registrar cada consulta é trabalho que ainda não fizemos.
- Confirmação de vínculo empregatício — as experiências são o que o currículo diz ou o que você escreveu. Nada aqui foi conferido em base oficial.
Por quanto tempo
Enquanto o seu perfil existir. Não temos prazo de descarte automático, e isso é uma escolha: currículo antigo continua sendo o histórico da pessoa, e apagá-lo por decurso de prazo tiraria dela um cadastro que talvez leve anos para ser útil. Quem quiser sair sai por um botão, na hora.
Segurança
O site inteiro roda em conexão criptografada. A separação entre empresas é feita pelo próprio banco de dados, e não por checagem no código — uma empresa não alcança a avaliação que outra escreveu, mesmo que houvesse um erro de programação. Senhas ficam guardadas como resumo criptográfico, e nem nós conseguimos lê-las.
Falar com a gente
Para qualquer pedido sobre os seus dados — inclusive os que não têm botão —, escreva para privacidade@contratebem.ia.br. Respondemos em até 15 dias, o prazo da lei.
Você também pode reclamar diretamente à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).